Sexta-feira, 3 de Junho de 2011

É tempo de repensar a democracia


Creio que os portugueses partem para estas eleições desiludidos com o estado a que o país chegou e apreensivos relativamente ao futuro. Onde está a luz ao fundo do túnel?

Estamos a dois dias de eleições. Multiplicam-se as mensagens de apelo ao voto nos vários partidos. No entanto, já repararam como poucos foram os que nos tentaram explicar o que vai acontecer ao país nos próximos meses e anos? Esta foi uma campanha mais do mesmo e que justifica a abstenção, que, por sua vez, beneficia quem nos trouxe até aqui.

Muitos dizem que estas são as únicas alternativas. No entanto, existem mais 14 partidos. É certo que o Partido Comunista anda a repetir a mesma cassete desde o 25 de Abril; Que o Bloco de Esquerda não soube ser a alternativa esperada e que deveria ter reunido com as entidades internacionais. Afinal, não estamos isolados e precisamos, certamente, da ajuda para sair deste buraco. Isolar-nos não parece ser a solução. Mas também é preciso saber distinguir quando nos Linkestão ou não a ajudar. E também é certo que votar nos partidos pequenos é dar um tiro no escuro.

Não estaremos todos a sentir que não sabemos o que fazer nesta situação? Que as alternativas que nos foram apresentadas são más? Estamos condenados a escolher "do mal, o menos"? É tempo de repensar a democracia.


Não podemos continuar a viver neste regime. É preciso dar prioridade às condições de vida das pessoas. E isso só se consegue mudando de futuro. É esse o travo agridoce da democracia. Precisamos de enfrentar os medos que nos foram incutidos e dar oportunidade a outros para fazer diferente e, com sorte, melhor. É esse o meu sentido de voto.

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